O diário da Inês

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Baixó Pito

Este é mais um restaurante que desde que abriu que constava na minha lista de locais a visitar. Não só por eu ser apreciadora de frango assado (que é o prato que se serve nesta casa), mas porque a sobremesa principal que servem me despertou grande curiosidade. 
Fui lá num fim de semana à hora de almoço e o ambiente estava muito calmo, para além de nós haviam mais umas 3 mesas ocupadas. 
Para além do prato principal decidimos provar duas entradas, o taco de frango e o panko vegetariano, ambos muito saborosos e com bom tamanho. 
As opções de molhos para o frango assado são interessantes e há também a opção de frango frito que foi o que eu pedi. Pedimos também o frango assado com molho agridoce.
A carne é super tenra, pois o frango é assado durante três horas, a baixa temperatura. O frango frito praticamente não tinha gordura e o molho que o acompanha combina muito bem. O molho agridoce também é agradável e as batatas fritas são boas. 
Para sobremesa pedimos um meio ovo de cada, já que eu estava bastante curiosa e gostava de experimentar ambos. É uma sobremesa que acaba por ser cara para o tamanho que tem, mas penso que pagamos pela inovação da sobremesa. Comparando as duas preferi o meio ovo que tem o caramelo salgado, igual ao que vem no gelado romântica e por isso adorei!
Para beber pedimos sangria tinta que é servida num grande copo e é bem barato para o tamanho que tem. 
Por fim, o atendimento foi atencioso e rápido. 

Morada: Rua da Picaria, 61, Porto




Sangria tinta

Taco de frango (frango, tomate, cebola e coentros)

Panko vegetariano (cogumelos, cebola e mozzarella)

Travesso (frango assado com molho agridoce)

BPFC (frango frito acompanhado de maionese de paprika e citrinos)


Meiovo leite (panna cotta e ovos moles)


Meiovo negro (panna cotta e caramelo salgado)











BaixóPito Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Muffins de chocolate e coco

Num dia em que ia fazer o almoço no forno, resolvi que podia aproveitar que já o tinha quente para fazer qualquer coisa doce. Lá fui a correr para ver a minha mega lista de coisas que quero fazer. A questão é que queria algo rápido e simples de fazer e que ao mesmo tempo eu tivesse os ingredientes todos em casa. A parte de ter os ingredientes todos em casa reduziu muito a minha lista. Assim, os eleitos foram estes muffins de chocolate e coco que tirei do blogue Da panela para o coração
Quando os vi tinham ficado logo debaixo de olho, mas depois como muitas outras receitas que guardo lá foram ficando esquecidos. A verdade é que ainda bem que os fiz, são mesmo muito bons e têm um ingrediente que adoro que é o coco.
Receita original aqui. Eu fiz igual, sem alteração nenhuma.

Ingredientes:
  • 50 g de cacau em pó 
  • 65 g de coco ralado
  • 180 g de farinha de trigo 
  • 110 g de açúcar amarelo 
  • 60 g de manteiga derretida 
  • 240 ml de leite 
  • 1 ovo grande
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 pitada de sal 

Modo de preparação:
Misturar primeiro numa taça os ingredientes secos, ou seja, a farinha, o cacau, o coco, o sal e o fermento. 
Noutra taça misture muito bem o açúcar, o leite, a manteiga derretida (podem derreter no microondas durante alguns segundos) e o ovo. De seguida adicionar aos poucos os ingredientes secos e envolver tudo muito bem.
Colocar numa forma de muffins, eu usei formas de papel, assim não tive que untar a forma, e coloquei a mistura dentro. Polvilhar com coco ralado e levar ao forno, a 180º, cerca de 15 minutos.



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mesa 325

Este café, talvez por ser na zona do Bonfim, zona um pouco mais afastada de todo o bulício turístico, é um café onde se pode relaxar ao fim de um dia de trabalho ou onde se pode ir almoçar. No caso eu fui lanchar, mas um dia ainda lá passarei pela hora de almoço. 
A decoração é gira e acolhedora, tão acolhedora que é normal ver por lá mesas cheias de pessoas a trabalhar nos seus computadores. A oferta é variada, desde pão, às mais diversas tostas, bolos, croissants e os meus tão amados bagels. Agora já sei onde posso ir com frequência satisfazer os meus desejos de bagels! As bebidas também são várias, chocolate quente, vários tipos de café e uma grande lista de chás.
Como disse fui lanchar, bebi um chocolate quente, nem demasiado líquido (os quais não acho piada nenhuma) nem demasiado espesso, ou seja, saboroso e espesso em boa conta. Para comer pedi um bagel misto que me soube muito bem, tão bem que nem imaginam! Provei também um croissant francês misto que também era bom. Por o lanche que podem ver na foto pagámos 7€.
O atendimento foi rápido e simpático.

Peço desculpa pelas fotos, mas já sabem que quando me esqueço da máquina fotográfica (que foi o caso) é sempre assim! 

Morada: Avenida de Camilo, 325, Porto











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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Comidas da mamã com... a Cozinha sem Segredos

Este ano resolvi iniciar uma nova rubrica aqui no blogue. Uma rubrica que pretende homenagear todas as mães. Assim, com esta rubrica vamos partilhar algumas das melhores receitas que as nossas mães tão bem fazem, aquelas receitas que não conseguimos pensar nelas sem pensar nas nossas mães, aquelas receitas que achamos que nunca conseguiremos fazer de forma tão perfeita como elas.
Como sabem as receitas que vocês tanto gostam, do Comidas da mamã, são mesmo feitas pela minha mãe, onde apenas algumas vezes eu sou apenas uma mera ajudante. Aqui nesta rubrica irei convidar outros(as) bloggers que irão cozinhar e partilhar connosco uma receita que associam às suas mãe.

Começamos com a Elisabete do blogue, Cozinha sem Segredos, que tão simpaticamente aceitou o meu convite para iniciar esta rubrica. Achei que faria sentido convidar a Elisabete para iniciar esta rubrica, pois foi ela uma das minhas primeiras comentadoras regulares e que assim me incentivou a continuar e a tentar cada vez mais, fazer mais e melhor! 
A Elisabete é uma açoriana extremamente simpática e acessível, sempre com uma palavra encorajadora a dizer, que tem não um mas dois blogues. Num deles partilha connosco informações sobre costumes e produtos açorianos (mas não só) e no seu novo blogue, actualmente mais activo ela partilha connosco receitas deliciosas e saudáveis, adaptadas a um estilo de vida saudável. Não se esqueçam de visitar os blogues dela, pois merecem muito a pena. Sem mais demoras deixo-vos com a Elisabete!


"Nem vos consigo explicar o quão feliz fiquei quando recebi o convite por parte da Inês para participar na sua nova rubrica! Ser a primeira é uma grande responsabilidade, mas não podia recusar este convite, até porque é uma rubrica onde vamos poder homenagear as nossas mães e aquilo que elas de melhor fazem!
A escolha da receita não foi propriamente fácil tendo em conta que a minha mãe é só uma das melhores cozinheiras que conheço, faz de tudo maravilhosamente bem (e não o digo por ser minha mãe, é mesmo verdade). No entanto queria não só que esta receita representasse bem a minha mãe como também queria que me representasse enquanto Açoriana que sou. Depois de muito pensar cheguei à conclusão que a escolha só poderia ser esta: Torresmos de Entrecosto.
Os torresmos que a minha mãe faz ficam deliciosos! Os meus também ficam, mas apesar de serem feitos da mesma forma, nunca ficam tão bons quanto os dela! Mais uma vez isto vem reforçar a minha ideia quanto à mão, que estou convicta de que faz toda a diferença!
Os Torresmos de Entrecosto são um pitéu Açoriano dos mais conhecidos e apreciados. Faz-se em todas as ilhas, embora o modo de os cozinhar possa variar um pouco. Cá são conhecidos por torresmos de entrecosto, torresmos de cabinho, torresmos de vinha d’alhos, etc. Apesar de parecer uma receita difícil, é na verdade muito simples. Requer apenas alguns passos que são fundamentais para que fiquem com a textura e o sabor perfeitos. A peça do porco usada é o entrecosto, mas não um entrecosto qualquer! Tem de ser um entrecosto altinho, com carne e alguma gordura, não pode ser aquele tipo de entrecosto que só tem praticamente os ossos! O entrecosto é cortado em pedaços grandes, sempre com dois ossinhos em cada um (daí serem também conhecidos por torresmos de pauzinho). Depois são colocados numa vinha d’alhos, uma marinada feita com vinho, alhos e… pouco mais! Aí são deixados alguns dias para que fiquem bem saborosos! Depois são selados numa panela com banha de porco e depois levados ao forno nessa mesma gordura a cozer lentamente até estarem no ponto. Acho que podemos chamar a isso confitar, embora antigamente não existisse o termo! Mas não tenham receio por serem cozinhados na gordura pois ficam mesmo muito saborosos, sequinhos por fora e muito tenrinhos e suculentos por dentro. Depois de prontos podem ser removidos da gordura e consumidos de imediato ou então podem ser conservados na gordura e ir usando à medida que apetece!
São sempre servidos com inhame, ou batata-doce, ou os dois, e ainda com pão de milho (broa)! A acompanhar com um copo de vinho de cheiro, pois claro! A receita faço sempre a olho mas deixarei o mais pormenorizada possível! É assim esta comida da (minha) mamã:


Torresmos de Entrecosto:

3kg de entrecosto (no meu caso eram 2 entrecostos);
15 dentes de alho (1 por torresmo)
3 colheres de sopa rasas de sal (1 por quilo);
3 colheres de sopa de massa de malagueta (1 por quilo);
2 folhas de louro;
4 bagas de pimenta da Jamaica;
Vinho branco q.b;
15 colheres de sopa de banha de porco (1 por cada torresmo);

Corta-se o entrecosto em pedaços grandes com dois ossos por cada pedaço. Coloca-se numa travessa ou numa caçarola algo funda e tempera-se com o sal, a massa de malagueta, o louro, a baga, os dentes de alho esmagados com pele, e cobre-se de vinho branco (não costumo adicionar picante pois a massa de malagueta já tem algum picante). Deixa-se nesta marinada durante 3 ou 4 dias, virando todos os dias para que ganhem sabor em ambos os lados. Na hora de cozinhar coloca-se uma panela ao lume, larga o suficiente para que caibam todos os torresmos, com a banha de porco até que esta derreta. Assim que estiver quente e derretida, retira-se os torresmos da vinha d’alhos e coloca-se na panela (em lume alto) para que fiquem selados. Vira-se para que fiquem selados por cima e por baixo (cerca de 10 minutos para cada lado). Transfere-se para uma travessa funda ou tabuleiro e cobre-se com a banha. Tapa-se com papel prata e vai ao forno em lume médio até estarem completamente cozinhados (entre 1 a 2 horas). Mas é muito fácil perceber quando estão prontos pois o seu cheiro característico não deixa enganar, e o seu aspeto também fica diferente pois quando estão ligeiramente acastanhados é sinal de que já estão prontos.
Se quiserem consumir na hora, retira-se os torresmos da gordura e deixa-se escorrer bem para que não fiquem gordurosos.
Se pretenderem consumir mais tarde, deixa-se na gordura que depois de fria irá ficar sólida e poderão ser conservados assim durante alguns dias fora do frigorífico no inverno ou dentro do frigorífico no verão. Depois quando pretenderem consumir basta retirar os torresmos da gordura (removendo a maior parte da gordura à volta) e passá-los numa panela até estarem bem quentes e a gordura completamente derretida. Ou então, para ser mais prático, podem removê-los da gordura (removendo a maior parte da gordura à volta), colocar num prato e levar ao micro-ondas alguns minutos até estarem bem quentes e a gordura completamente derretida. Depois é só transferi-los para outro prato com papel absorvente para que libertem alguma gordura que ainda tenham.
Servem-se com inhame e/ou batata-doce e pão de milho. E para empurrar (beber) um bom vinho de cheiro! Deixo ainda a sugestão de desfiar o torresmo ainda quente e colocar sobre uma fatia de pão de milho e comer mesmo assim em jeito de petisco, é uma delícia!"








Obrigada pela tua partilha Elisabete, adorei aprender esta receita, que embora Açoriana tanto me fez pensar no meu Alentejo. É realmente uma delícia!
Foi uma excelente forma de começar esta rubrica e é óbvio que levou o selo de qualidade do comidas da mamã! ;)